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Henrí Galvão

19 de fevereiro de 2019

Provavelmente nenhuma outra banda teve uma influência tão grande na minha escolha pela música quanto o U2.

E uma parte considerável disso vem, obviamente, do Bono, e tudo (ou quase tudo) que ele expressa e defende.

O que certamente faz dele uma figura fascinante também sob a perspectiva do Eneagrama de personalidade:

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Henrí Galvão

12 de fevereiro de 2019

Qualquer que seja a sua opinião sobre Gene Simmons – o baixista e um dos líderes do Kiss –, não há como negar que ele é um personagem e tanto.

Por isso – e também porque o admiro, apesar de tudo –, achei que seria no mínimo interessante falar sobre ele pra minha série de textos sore o Eneagrama:

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Aliás, talvez ao ler o texto de hoje você possa entender um pouco mais das motivações de um certo presidente língua solta. 😉

Henrí Galvão

5 de fevereiro de 2019

Como expliquei na semana passada, a série de textos Enneagram & Music busca traçar algumas conexões entre esse sistema e a trajetória de diferentes músicos.

E foram poucos os músicos que me tocaram tão profundamente quanto o canadense Leonard Cohen, falecido há pouco mais de dois anos.

Logo, nada mais justo que ele seja o primeiro a ser discutido nessa série:

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[ATUALIZAÇÃO:] Agradecimentos especiais a Jarkko Arjatsalo por ter incluído o texto no fórum do seu maravilhoso site The Leonard Cohen Files.

Henrí Galvão

29 de janeiro de 2019

O primeiro texto de Enneagram & Music (que publiquei na terça passada) serviu como uma introdução a esse fantástico sistema.

Já o texto de hoje é uma introdução à minha própria trajetória com o Eneagrama até aqui (além de algumas observações pertinentes em relação ao que vem por aí nas próximas semanas):

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Como sempre, se você lê em inglês, vou adorar saber a sua opinião sobre o artigo de hoje no Medium.

E já adianto que semana que vem a coisa vai ficar bem mais séria. 😉

Henrí Galvão

22 de janeiro de 2019

É com o máximo de satisfação que escrevo o anúncio de hoje.

A partir de agora, vou publicar um texto por semana – sempre às terças , sobre o Eneagrama, sob o título de Enneagram & Music.

Já falei sobre esse sistema aqui no blog. É algo que venho usando na minha vida há alguns anos, e que continua a me ensinar muito (pelo menos quando eu me predisponho a aprender).

E, como quero deixar o meu site pra assuntos mais relacionados à minha visão artística, decidi escolher outra plataforma para publicar essa série de textos.

No caso, uma plataforma que muitos talvez já conheçam, chamada Medium.

Além disso, como pretendo entrar em questões um tanto específicas sobre essa ferramenta, achei que teria uma chance maior de ter um diálogo com outras pessoas caso escrevesse em inglês.

Logo, se você lê em inglês e tem algum interesse pelo assunto – ou quer conhecer mais a respeito do Eneagrama –, o primeiro artigo da série serve como uma introdução a esse sistema.

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Gostando ou não, me diga o que achou. Adoraria saber a sua opinião.

E, acima de tudo, te espero do outro lado.

Uma perspectiva do Eneagrama de Riso e Hudson

Quando se faz referência ao Eneagrama, de um modo geral menciona-se o seu uso mais comum, que é (grosso modo) o de um sistema de classificação de tipos de personalidade. E, embora entenda que as suas origens vão muito além disso, é exatamente dessa parte que pretendo tratar aqui. Basicamente, meu objetivo é demonstrar um pouco que, desde que não se encare essa ferramenta como a solução para todas as questões da humanidade, é perfeitamente possível encontrar nela um excelente caminho de autoconhecimento e transformação.

Dito isso, considero importante ressaltar que minhas principais referências são Don Richard Riso e Russ Hudson. Em primeiro lugar, porque, embora não acredite que eles sejam necessariamente melhores do que outros autores, são aqueles com os quais estou mais familiarizado. E também porque, como eles mesmos ressaltam, não existe “o” Eneagrama, mas sim diferentes interpretações a respeito, já que se trata de uma ferramenta não só relativamente recente, mas também bastante dinâmica.

Quando falo em Riso e Hudson, tenho em mente principalmente o livro A Sabedoria do Eneagrama. É deste livro que falo quando menciono no e-mail de boas vindas o impacto que foi ter conhecido esses dois autores. Assim, destaco aqui apenas algumas das lições que considero incrivelmente valiosas, e pelas quais só tenho a agradecer.

Existem diferentes formas de ser egocêntrico

Somos frequentemente condicionados a pensar que ser egocêntrico é meramente agir pensando-se nos próprios interesses, ignorando o que as outras pessoas sentem e pensam. No entanto, como o Eneagrama demonstra, manifestações típicas de humildade e altruísmo, como querer ajudar aos demais, e até mesmo não querer chamar a atenção, também podem ser formas de egocentrismo. Tudo depende muito mais da intenção (consciente ou não) que se coloca por trás de cada ação.

O que serve pra uma pessoa pode não servir pra outra

Isso é algo que é apontado logo no prefácio do livro citado. Um dos grandes desafios nessa jornada de crescimento é que, como diferentes pessoas apresentam diferentes padrões de comportamento, é extremamente delicado querer dar qualquer tipo de recomendação genérica a alguém. De fato, se houvesse uma sequência de diretrizes claras que pudesse ser aplicada por qualquer um em qualquer momento da sua vida, sequer haveria necessidade de diferenciar uma pessoa da outra.

Não existe tipo necessariamente mais compatível com outro

Esse é um ponto que enfatiza a importância de se buscar um desenvolvimento saudável do ego. Para saber se um tipo “combina” com outro, embora ajude conhecer coisas como tipo principal, subtipo, asas etc., o mais importante, de longe, é o grau de maturidade de cada um dos envolvidos. É isso que, a meu ver, melhor caracteriza e diferencia essa ferramenta de outras formas de classificação de personalidade, que tendem a ser mais estáticas. O que me leva ao meu último ponto:

Para onde você vai é tão importante quanto onde você está

Sei que o comentário que vou fazer a seguir talvez seja fruto da minha ignorância, mas não vi em outros sistemas de classificação de personalidade (sejam eles esotéricos ou não), muita coisa para além de uma análise descritiva das características de cada tipo, e uma ou outra recomendação básica. Riso e Hudson, no entanto, mostram claramente que o seu tipo, se encarado mais como um ponto de partida do que qualquer outra coisa, pode te levar a um caminho de crescimento incrivelmente profundo. Isso é conseguido através da análise dos movimentos das flechas, e também dos níveis de desenvolvimento (dando ao Eneagrama a sua “dimensão vertical”, como diz Ken Wilber).

E então?

Não quero deixar esse texto muito mais extenso do que já é, mas pra quem tem interesse não faltam boas fontes na internet tanto em inglês quanto em português, inclusive disponibilizando testes gratuitos. O que mais quero mesmo é ressaltar novamente que, se tivermos em mente que estamos falando de um modelo de entendimento da realidade, podemos aceitar muito melhor as limitações dessa ferramenta, e saber a hora de termos mais autonomia nas nossas decisões. Afinal, como se diz, o mapa não é (nem de longe) o território.