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Henrí Galvão

16 de abril de 2019

Secos & Molhados é o meu grupo brasileiro favorito desde sempre.

É claro que muito disso vem da música em si, mas também não tem como ignorar a atitude de contrariedade e não alinhamento daqueles três caras.

Atitude essa que Ney Matogrosso – como é comum entre pessoas do seu subtipo no Eneagrama – sempre fez questão de manter:

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Henrí Galvão

9 de abril de 2019

Não tenho um cantor de flamenco (ou cantaor, como se diz) favorito.

Mas, de todos eles, acho que El Agujetas foi o que melhor me mostrou toda a carga pesada que essa música é capaz de expressar.

E o Eneagrama, como sempre, enriqueceu muito a minha perspectiva sobre ele.

Principalmente pela capacidade que esse homem tinha de fazer do seu próprio sofrimento o sofrimento de qualquer um à sua volta:

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Henrí Galvão

4 de abril de 2019

Acho que é da condição humana querer se meter com o que a gente não entende bem.

Mas, se a gente não fizesse isso, provavelmente nunca sairia do lugar, não é?

Letra:

Isso é o que eu ganho por juntar
Filhote de raposa com gambá
Nessa confusão é duro de saber
Quem é quem, ou o que é o quê
E o mau cheiro é de enlouquecer

É uma situação daquelas
Pra quem nunca ligou de perceber
Quais dentes estão lá só por estar
E quais servem pra mastigar
Não dá pra ficar só no leite com mel?

Henrí Galvão

2 de abril de 2019

Quer esteja ciente disso ou não, todo cantor-compositor ibero-americano tem algo de Joan Manuel Serrat.

Esse “algo” pode estar nas letras, na música em si, ou até mesmo no posicionamento político.

Mas ninguém harmoniza todos esses elementos tão bem quanto o próprio Serrat.

E acredito que o Eneagrama ajuda muito a entender como ele consegue fazer isso:

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Henrí Galvão

26 de março de 2019

George Harrison sempre foi o meu Beatle favorito.

Talvez por ele ser tido como o mais “espiritual”, e também o mais “quieto”.

Mas quem conhece um pouco da sua história sabe que as coisas não eram bem assim.

Felizmente, uma análise do seu perfil no Eneagrama ajuda a pelo menos dissolver alguns mal-entendidos:

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Henrí Galvão

20 de março de 2019

Nunca soube se algum dia conseguiria compor – e ter a coragem de compartilhar – uma música sobre Van Gogh que fizesse jus à sua importância pra minha vida.

Mas o trailer do mais recente filme sobre ele (que ainda não vi) despertou algo em mim que me disse que valeria a pena tentar de novo.

Antes que eu mude de ideia, é essa a canção que compartilho hoje:

Letra:

Era natural
Que, pouco a pouco, a norma do caos
Me afastasse de tudo o que dizem ser normal

Só sei viver assim
Entre a aquarela, o óleo e o nanquim
O que isso pode ter de tão ruim?

Já me vejo conformado
Nunca vou chegar
A desfazer o que eu nem fiz
Pra que forçar um sorriso dizendo xis?
Só pra que um dia pensem que eu fui feliz?

Nada me restou
Nada, a não ser o pavor
De não deixar nada de muito valor

E eu só encontro redenção
Quando me entrego, mesmo que em vão,
A um martírio além de qualquer lógica ou razão

Quem me dera se os meus dedos
Soubessem recriar
Uma rosa em carmesim
Ou o sol brilhando sobre um mar sem fim
Tudo parece tão difícil pra mim

Mas quem há de negar
Que estou mais pra lá do que pra cá?
Cedo ou tarde, a eternidade vai me alcançar

 

Henrí Galvão

19 de março de 2019

Tem sempre quem torce o nariz ao ver The Edge, do U2, em qualquer lista de melhores guitarristas de todos os tempos.

Pra muita gente, guitarrista bom é aquele que toca muitas notas – e, de preferência, muito rápido.

Mas quem realmente gosta de música – e não só de ver ou tocar um instrumento – percebe que tem muita beleza também numa abordagem mais “econômica”.

E, como todo tipo 5 no Eneagrama, The Edge entende isso melhor do que muitos:

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[ATUALIZAÇÃO:] Mais uma vez, minha gratidão ao pessoal do site Ultraviolet por ter publicado a tradução desse texto para o português.