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Henrí Galvão

22 de maio de 2019

Se na minha vida todos os “se” tivessem se encaixado como eu gostaria, provavelmente eu estaria hoje num cassino.

Vai ver é por isso que o cassino nunca saiu de mim:

Querendo ou não
É bom você se acostumar
Aqui só tem roleta e baccarat

Não vem dizer
Que o freguês tem sempre razão
Freguês é quem tem dinheiro na mão

Ainda estou pra encontrar
Algum grande apostador
Que se preocupe de verdade
Com as cartas que vieram
Ou as que ainda estão pra vir

Mas também tem quem vem pra jogar
No preto ou no vermelho
Pra ir perdendo bem devagar
São justamente esses
Os que tentam despistar o azar

Se o seu trabalho
É adiar o próprio funeral
O meu é te vender a pá e a cal

Acho até que estou
Te fazendo um favor
Não viu o quanto você já gastou?

Se não quiser ficar louco
Nem pense em dar o troco
As suas chances não vão mudar
Só por causa de uma sequência
Um pouco pior

Isso não é, nem devia ser
Tão difícil de entender
A matemática está aí
Pra quem quer ver
De que adianta culpar a banca
Ou o crupiê?
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Henrí Galvão

7 de maio de 2019

Não faço a menor ideia do que significa “fazer por merecer” o que quer que seja.

Mas sei que é possível trabalhar pra que isso não nos impeça de apreciar o que houver pra apreciar:

Letra:

Era um dia comum
Até onde eu sei
Os dois rios seguiam
Seu curso natural
E Muawiyah
Não estava menos a fim
De se vingar

É difícil entender
Como ninguém lembrou
De praticar o ritual
De conversão de haxixe em jihad
Foi como se o paraíso
Já estivesse aqui
Pra quem quisesse ver

Henrí Galvão

30 de abril de 2019

O texto de hoje é o último da série Enneagram & Music.

Nele, falo um pouco das minhas impressões sobre o que aprendi nos últimos meses.

E, acima de tudo, falo do que espero ter contribuído pra quem tem interesse pelo Eneagrama:

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Henrí Galvão

23 de abril de 2019

Hoje publico meu penúltimo texto pra Enneagram & Music, e talvez esse seja o mais passível de gerar controvérsia.

Isso porque falar do mexicano Carlos Santana é falar, em doses praticamente iguais, não só de paz e amor, mas também de diferentes tipos de excessos.

Talvez isso soe um pouco confuso, mas o Eneagrama está aí justamente pra isso:

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Henrí Galvão

18 de abril de 2019

Dizem que, pra criar inimizade, é só dizer a verdade com bastante frequência.

E o que fazer quando nem isso parece que adianta?

Letra:

Qual é o crime que eu ainda
Não estou à altura de cometer?
Se eu atirasse pra todos os lados
Isso ajudaria no meu résumé?

Pensei que era só me afastar
Do meu habitat natural
Como um peixe de água doce
Que nada em água com sal

Não é possível que eu tenha
Escapado outra vez
Sem um arranhão

Fui presa fácil
Pra quem quisesse me pegar
Com as calças na mão

Será que vou ter que me armar
De pena, tinteiro e papel?
É assim tão difícil encontrar
Um inimigo mais fiel?

Henrí Galvão

16 de abril de 2019

Secos & Molhados é o meu grupo brasileiro favorito desde sempre.

É claro que muito disso vem da música em si, mas também não tem como ignorar a atitude de contrariedade e não alinhamento daqueles três caras.

Atitude essa que Ney Matogrosso – como é comum entre pessoas do seu subtipo no Eneagrama – sempre fez questão de manter:

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Henrí Galvão

9 de abril de 2019

Não tenho um cantor de flamenco (ou cantaor, como se diz) favorito.

Mas, de todos eles, acho que El Agujetas foi o que melhor me mostrou toda a carga pesada que essa música é capaz de expressar.

E o Eneagrama, como sempre, enriqueceu muito a minha perspectiva sobre ele.

Principalmente pela capacidade que esse homem tinha de fazer do seu próprio sofrimento o sofrimento de qualquer um à sua volta:

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