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Sobre Henrí Galvão

um fazedor de canções numa jornada de autorrealização

Henrí Galvão

18 de abril de 2019

Dizem que, pra criar inimizade, é só dizer a verdade com bastante frequência.

E o que fazer quando nem isso parece que adianta?

Letra:

Qual é o crime que eu ainda
Não estou à altura de cometer?
Se eu atirasse pra todos os lados
Isso ajudaria no meu résumé?

Pensei que era só me afastar
Do meu habitat natural
Como um peixe de água doce
Que nada em água com sal

Não é possível que eu tenha
Escapado outra vez
Sem um arranhão

Fui presa fácil
Pra quem quisesse me pegar
Com as calças na mão

Será que vou ter que me armar
De pena, tinteiro e papel?
É assim tão difícil encontrar
Um inimigo mais fiel?
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Henrí Galvão

16 de abril de 2019

Secos & Molhados é o meu grupo brasileiro favorito desde sempre.

É claro que muito disso vem da música em si, mas também não tem como ignorar a atitude de contrariedade e não alinhamento daqueles três caras.

Atitude essa que Ney Matogrosso – como é comum entre pessoas do seu subtipo no Eneagrama – sempre fez questão de manter:

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Henrí Galvão

9 de abril de 2019

Não tenho um cantor de flamenco (ou cantaor, como se diz) favorito.

Mas, de todos eles, acho que El Agujetas foi o que melhor me mostrou toda a carga pesada que essa música é capaz de expressar.

E o Eneagrama, como sempre, enriqueceu muito a minha perspectiva sobre ele.

Principalmente pela capacidade que esse homem tinha de fazer do seu próprio sofrimento o sofrimento de qualquer um à sua volta:

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Henrí Galvão

4 de abril de 2019

Acho que é da condição humana querer se meter com o que a gente não entende bem.

Mas, se a gente não fizesse isso, provavelmente nunca sairia do lugar, não é?

Letra:

Isso é o que eu ganho por juntar
Filhote de raposa com gambá
Nessa confusão é duro de saber
Quem é quem, ou o que é o quê
E o mau cheiro é de enlouquecer

É uma situação daquelas
Pra quem nunca ligou de perceber
Quais dentes estão lá só por estar
E quais servem pra mastigar
Não dá pra ficar só no leite com mel?

Por que me defino como um fazedor de canções

Se você for visitar o meu perfil em páginas como o Bandcamp e o SoundCloud, vai poder ver que eu me denomino “um fazedor de canções numa jornada de autorrealização”.

“Fazedor de canções” foi uma expressão que ouvi do espanhol Joan Manuel Serrat. Como ontem mesmo publiquei meu texto sobre ele e o Eneagrama, esse me parece o momento ideal pra explicar porque também decidi utilizá-la.

Antes de mais nada, é importante dizer que o texto de ontem (assim como todos os da série Enneagram & Music) foi escrito em inglês. Assim, lá pelas tantas menciono uma entrevista (da segunda metade dos anos 70) em que Serrat se definia como um “maker of songs”.

Como a entrevista foi para um programa de TV da Espanha mesmo, a expressão que ele usou foi, de fato, “hacedor de canciones”. Essa foi a melhor maneira que ele encontrou de demarcar as diferenças entre fazer canções e fazer música e/ou poesia à parte.

Achei muito interessante perceber que em espanhol, assim como em português, é difícil encontrar uma palavra que tenha o mesmo sentido de songwriter. Que em inglês quer dizer justamente aquele que escreve canções.

Por aqui, quase sempre se dá preferência à palavra compositor. O problema é que ela pode ser usada pra falar não só de quem escreve canções, mas também de quem escreve outros tipos de música (este, em inglês, é chamado de composer).

A bem da verdade, até temos por aqui uma palavra que poderia ser usada como sinônimo de songwriter: cancionista. Inclusive já mencionei o quanto ela me pareceu muito bem utilizada por Rogério Skylab, que falou das diferenças entre estes e os “músicos”.

Não considero cancionista uma palavra ruim, muito pelo contrário. Mas realmente acho que fazedor de canções exprime melhor a forma com que me enxergo.

A palavra fazedor tem um caráter muito mais prosaico – ainda que menos elegante. Consequentemente, ela me ajuda muito a não ter cerimônia em dizer que, pra mim, fazer canções é um trabalho como qualquer outro.

Talvez trazer um exemplo de outra área ajude a entender essa minha escolha: romancista e escritor de romances são basicamente a mesma coisa. Mas uma expressão soa muito diferente da outra, não é?

Por outro lado, entendo que tal escolha também envolve um risco considerável: a ênfase no “fazer” pode me levar a ser visto mais como um artesão do que como um artista.

Isso seria um golpe tremendo pro meu ego, porque ainda tenho muitos sonhos e ambições em relação ao que quero alcançar com a minha arte, e nem tudo o que faço – ou quero fazer – são canções.

No entanto, por questões de ordem prática, esse vem sendo o único tipo de música que compartilho. Logo, sinto que é importante que eu busque comunicar com mais clareza aquilo que tenho a oferecer no momento.

Acho até que é bem possível que mais pra frente eu me sinta mais confortável em me denominar um compositor (ou talvez um cantor e compositor).

Até lá, no entanto, tenho muito trabalho pela frente.

Henrí Galvão

2 de abril de 2019

Quer esteja ciente disso ou não, todo cantor-compositor ibero-americano tem algo de Joan Manuel Serrat.

Esse “algo” pode estar nas letras, na música em si, ou até mesmo no posicionamento político.

Mas ninguém harmoniza todos esses elementos tão bem quanto o próprio Serrat.

E acredito que o Eneagrama ajuda muito a entender como ele consegue fazer isso:

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Henrí Galvão

26 de março de 2019

George Harrison sempre foi o meu Beatle favorito.

Talvez por ele ser tido como o mais “espiritual”, e também o mais “quieto”.

Mas quem conhece um pouco da sua história sabe que as coisas não eram bem assim.

Felizmente, uma análise do seu perfil no Eneagrama ajuda a pelo menos dissolver alguns mal-entendidos:

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