Henrí Galvão

7 de janeiro de 2020

Já fazia um tempo que eu estava pra reescrever pelo menos algumas partes da letra de “Labirinto de Espelhos”.

Foi então que eu percebi que não bastava reescrever um trecho ou outro.

Precisava, isso sim, reescrever a letra como um todo.

Pelo menos agora, emocionalmente falando, já me sinto mais honesto comigo mesmo:

Emocionalmente, faz pouca diferença
Que você diga tudo que pensa
Se não tiver uma fé imensa
No caminho que escolheu pra si

Quanta gente atravessa essa fronteira
Ainda mais de primeira?
Sei de quem leva uma vida inteira
Pra aprender a adestrar a imaginação
A dar por certo o que é só especulação

Eu mesmo já me dispersei tantas vezes
É até constrangedor confessar
O que me salva é que eu nunca enjoo
Do gosto do maná

Também não sou de desprezar um cisne negro
Se pra você eu estou falando grego
Olha pro chão, pega aquele trevo
E me diz quantas folhas ele tem

Não tenho a pretensão de me tornar
Um santo, ou algo assim
Nem estou nadando contra a corrente
O que eu quero é pura e simplesmente sentir