Henrí Galvão

20 de março de 2019

Nunca soube se algum dia conseguiria compor – e ter a coragem de compartilhar – uma música sobre Van Gogh que fizesse jus à sua importância pra minha vida.

Mas o trailer do mais recente filme sobre ele (que ainda não vi) despertou algo em mim que me disse que valeria a pena tentar de novo.

Antes que eu mude de ideia, é essa a canção que compartilho hoje:

Letra:

Era natural
Que, pouco a pouco, a norma do caos
Me afastasse de tudo o que dizem ser normal

Só sei viver assim
Entre a aquarela, o óleo e o nanquim
O que isso pode ter de tão ruim?

Já me vejo conformado
Nunca vou chegar
A desfazer o que eu nem fiz
Pra que forçar um sorriso dizendo xis?
Só pra que um dia pensem que eu fui feliz?

Nada me restou
Nada, a não ser o pavor
De não deixar nada de muito valor

E eu só encontro redenção
Quando me entrego, mesmo que em vão,
A um martírio além de qualquer lógica ou razão

Quem me dera se os meus dedos
Soubessem recriar
Uma rosa em carmesim
Ou o sol brilhando sobre um mar sem fim
Tudo parece tão difícil pra mim

Mas quem há de negar
Que estou mais pra lá do que pra cá?
Cedo ou tarde, a eternidade vai me alcançar
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