Henrí Galvão

5 de setembro de 2018

No livro O Eu e o Inconsciente Jung fala de uma técnica pra que uma pessoa possa conversar com o “outro lado”.

É um tipo de conversa consigo mesmo em que se pode reconhecer tudo o que o inconsciente queira expressar naquele momento.

Como é o tipo de experiência que pode ser bastante assustadora, Jung não a recomenda a não ser em casos de real necessidade.

Mas ele também não deixa de reconhecer que há aqueles que podem se interessar por isso por uma “santa curiosidade”.

A essa “santa curiosidade” ele dá o nome de “nostalgia do sol”:

Letra:

O calor é insano
Mas é o preço a se pagar
Pra assistir de perto
Ao último baile solar
Se a luneta é pra ver
A lupa é pra queimar
E o rastro que ela deixa
É bem fácil de notar
De um jeito ou de outro
Eu continuo aqui
Não vou arredar pé
Enquanto me faltar aprender
A me espelhar sem ninguém

Sei que tem um sentido
Pro caminho que o sol
Insiste em deixar
Cada vez mais pior
Já posso até sentir
O ponto de condensação
Mesmo que disfarçado
De chuva de verão
E ainda conto com
A boa vontade do céu
Pra me desgarrar de vez
Só mesmo assim pra silenciar
Qualquer objeção
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