Henrí Galvão

3 de agosto de 2018

Desde muito novo que me parecia que o caminho mais curto para uma experiência mística era o céu noturno.

Desde que não se entenda “mais curto” por “mais fácil”, é claro.

Letra:

Me custa muito crer
Que é só pedir
Pra que as estrelas
Façam um belo de um colibri
Não é tão fácil ignorar
O brilho de uma ursa polar
E se fiar na imaginação
Pra enxergar qualquer dimensão
Que escape dos eixos cardeais
Sem tropeçar nas linhas
Ou nos montes das próprias mãos
Pode até ser pessimismo meu
Mas talvez um entre cem
Vai saber chegar
Ao infinito e além

Pode muito bem ser
Que qualquer um
Saiba o bastante
Pra se ver a olho nu
Mas e depois, o que é que vem?
Não dá pra contar com ninguém
Nem com uns poucos riscos no céu
Feitos com um velho cinzel
Que já não corta nem capim
Não sei o que essa transcendência
Pode ser capaz de tirar de mim
Mas se é tudo mesmo uma iniciação
Só posso aceitar
Que é assim que o mundo
Faz questão de girar
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