Henrí Galvão

7 de julho de 2018

Será que houve algum ser humano que nunca sentiu, nem que fosse por um único segundo, um impulso de transcendência ao olhar pro céu noturno?

E, quando esse impulso esbarra na realidade (como sempre acontece), como saber se vale a pena abrir mão dele ou não?

Letra:

Espera só eu terminar
Tudo o que eu tinha pra dizer
Quebrei a cara, mas foi porque quis
Voar mais alto que qualquer 14-bis

Não tenho ainda muito que mostrar
Por isso, só quero lembrar
Que nem só de pão vive quem tem fé
Nem só de ondas vive a maré

E eu sei que sou capaz
De ir muito além
De Centauro e Orion

Eu só preciso achar um jeito
De não depender demais
Dos caprichos das musas e dos jinns
E parar de perder tempo
Com um arrebatamento
Que eu nem sei se é pra mim
Anúncios