Henrí Galvão

7 de abril de 2018

Quando compus “Óleo de Cobra” eu ainda não tinha lido Iludido pelo Acaso, de Nassim Taleb, mas já estava familiarizado com algumas ideias ali.

Agora que finalmente li o livro, me senti de novo instigado (como sempre acontece depois de ler Nassim Taleb) a falar da aleatoriedade.

Assim, posso dizer que aquela canção foi o meu “antes”, enquanto a de hoje, “Refugo”, é o meu “depois”:

 

Letra:

Que falta faz um professor ou um guru
Se eu desenho o meu próprio mapa
E pinto a terra firme de azul?

Não tenho nenhuma ideia pra vender
Nem tenho mais paciência
Pra esse monte de oferta
Em cada esquina aparece um profeta

Mas qualquer vento um pouco mais forte
Já é capaz de levar o capote

E até que o mesmo raio
Resolva cair mil vezes
No mesmíssimo lugar
Eu vou estar muito ocupado
Matando a minha sede
Pra ver onde isso vai parar

A Rapunzel vive jogando as suas tranças
Não me admira nem um pouco
Ver homem feito agindo que nem criança

Mas se o coração não sente o que não vê
Ninguém tem compromisso
Ninguém tem hora marcada
Ninguém é obrigado a nada

Pra que ficar bolando um milhão de histórias?
Quem não tá na chuva não se molha

E antes que você me acuse
De ter a cabeça nas nuvens
Ou em algum lugar pior
Pensa um pouco aqui comigo
Quanto vale o sacrifício
De montar o seu dominó?
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