Henrí Galvão

14 de março de 2018

Não é nenhuma novidade dizer que uma coisa é concordar racionalmente com uma ideia, e outra, viver de forma congruente com ela.

Um dos (muitos) casos em que isso se manifesta na minha vida é em relação a reconhecer a diferença entre ser “sério” e ser “denso”.

Sabe aquela frase que diz “a vida é muito importante pra ser levada a sério”?

É mais ou menos por aí.

Letra:

Me assustaria ter um mapa infalível
Que se metesse a me avisar
O quanto posso rodar
Antes que acabe o combustível

Faz tanta falta escutar
A voz da ignorância
E parar de fingir
Saber mais do que sinto
Me vê um gole de absinto
Que a noite é uma criança

O que eu não daria
Pra me permitir sair do sério
Tanto faz a impressão que fica
Tanto faz se rir ainda é um sacrilégio

Tenho muito que aprontar
Se quero um dia abrir mão
De todo o entulho que guardei
Por confiar demais
No conta-gotas da razão
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