Lavando a louça

Uma coisa que se enfatiza muito no budismo é o valor das coisas mais prosaicas da vida.

Ou, como diz a monja Yvonette Silva Gonçalves logo no início do seu famoso texto “Desfazendo equívocos”:

Se você quer milagres, não procure o Budismo. O supremo milagre para o Budismo é você lavar seu prato depois de comer.

Letra:

Lamento te decepcionar, meu bem
Mas não tem nada aqui de tão especial
Não vou nunca deixar de estar aquém
Do seu inventário sentimental

Não quero mais insistir na ilusão
De que a gente ainda tem tempo
Esse tal de tempo é uma invenção
Que eu nem finjo que entendo

Me contentaria em me sentir capaz
De chegar ao ponto de te segredar
Que o sublime nunca é sublime demais
E só é livre quem é vulgar

Por que a gente não para de colocar
A carroça na frente dos bois?
Tem tanta poeira pra levantar
Deixa o resto pra depois
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