À deriva

Um bom tempo atrás li um texto (não me lembro onde) em que o autor falava como muitas vezes a gente evita encarar os nossos próprios sentimentos de frente.

E comparava esse processo com o de um navio em circunavegação.

Se não lembro bem do texto, pelo menos a ideia continuou comigo:

Letra:

Pra além da dor e do prazer
Não tenho muito o que dizer
Se alguma coisa não depende
De ser corpo, mente ou coração
Talvez seja demais
Até pra minha imaginação

O que me impede de aprender
De ir de A até Z?
Será que os meus cinco sentidos
Fazem o melhor que podem?
De repente atrás das retinas
Tem uma fonte mais cristalina
Que não se prende a qualquer convenção
Nem procura uma circunavegação
Pra alguma rota mais segura
Que negue a única loucura
Que não dá margem pra apelação

Pra quem já sabe que essa viagem
Depende só de querer
Não vai fazer sentido
Perguntar a hora de ir embora

E se a canoa virar
Olê, olê, olá
Como é quase certo, aliás
Prometo me segurar
Pra não culpar o azar
Nem parar pra pensar demais
Anúncios