Falando a sua língua

Recentemente uma conhecida me recomendou um vídeo de mais de quatro horas de uma palestra do norte-americano Jim Rohn. Pra quem não o conhece, basta dizer que ele foi um dos maiores palestrantes motivacionais de sempre, influência pra gente como Brian Tracy, Tony Robbins e Brendon Burchard.

Apesar de longo, o vídeo em questão realmente valeu muito a pena, tanto que são vários os pontos que eu poderia abordar aqui. No entanto, o que mais me tocou foi sem dúvida a seguinte fala:

O maior valor na vida não está no que você obtém. O maior valor na vida está em quem você se torna.

 

Quando ouvi esse trecho, instantaneamente pensei: “alguém está falando a minha língua!” É claro que (como o próprio Rohn diz um pouco antes disso) a promessa do futuro, quando temos em mente o queremos realizar, obter, conhecer, fazer, ter etc., é o que mais nos motiva como seres humanos. Mas tudo isso, embora seja realmente um combustível maravilhoso, vale muito pouco se, no caminho, não nos aproximarmos mais de ser quem realmente queremos.

Pode parecer egoísta da minha parte enfatizar tanto a questão do crescimento individual. Mas o que me ajuda a ficar mais confortável com isso é que venho me convencendo cada vez mais de algo que talvez pareça um tanto radical ou ingênuo: qualquer coisa que seja realmente boa para alguém também é, de alguma forma, benéfica para os outros. E vice-versa.

Isso não quer dizer que, se eu decidir voar de parapente, todos devam fazer isso também. O que eu poderia dizer a respeito de um exemplo como esse é: se essa atividade me faz bem, eu com toda certeza não sou o único que tiro algum proveito disso, pois obviamente não vivo ilhado. São várias as formas de ter algum tipo de impacto na vida dos outros, mas em último caso, como dizem, o simples fato de ser feliz já é uma contribuição enorme.

O desafio então passa a ser discernir entre o que é realmente bom e o que não é. Não acho que exista uma maneira muito óbvia de se responder a essa questão (você pode dizer que essa seria a pergunta de um milhão de dólares), já que envolve auto-observação, desprendimento, paciência e muita vontade de aprender. Mas, acima de tudo, envolve ter sempre em mente o tipo de pessoa que se quer ser.

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